quinta-feira, 23 de maio de 2013

Animações recomendadas

A lista de animações recomendadas deve aumentar ao longo da disciplina. Por enquanto temos estas abaixo. Nenhuma é isenta de erros, em parte porque se os autores tentam adicionar todas as informações e detalhes, as imagens acabam "poluídas" de tanta informação. Ainda assim, as animações ajudam, DEPOIS QUE SE LÊ O ASSUNTO NO LIVRO.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

GenMol: Oportunidade de melhorar a nota e mudança do calendário

Caros alunos da disciplina Genética Molecular

Por sugestão do Prof. Éderson Kido, acatada pelo Prof. Paulo Andrade, a prova de reposição (segunda chamada) poderá ser feita por qualquer aluno que assim desejar. A nota obtida, se superior a qualquer uma das três anteriores, substituirá a menor. No caso dos alunos que faltaram a alguma prova, esta regra não se aplica.

As próximas provas terão questões de marcar X (Profs. Kido e Neto) e questões dissertativas (Prof. Paulo). O novo calendário, que permitirá aos alunos mais tempo para estudar, é o seguinte:

dia 15 de abril, segunda feira: aula normal - reestudo das questões das 3 provas
dia 17 de abril, quarta feira: sem atividades
dia 22 de abril, segunda feira: prova de reposição
dia 24 de abril, quarta feira: sem atividades
dia 29 de abril, segunda feira: prova final

POR FAVOR DIVULGUEM AO MÁXIMO


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Roteiro para ClustalW e Treeview


Roteiro para uso do ClustalW e visualização no Treeview
Exemplo com sequências de proteínas de primatas

Nosso objetivo é selecionar sequências de proteínas de primatas que são similares à HSP70 humana (presumivelmente têm a mesma função) e, empregando estas sequências, procurar avaliar se a árvore de distâncias genéticas entre as sequências agrupa de forma relevante (isto é, da forma como aceitamos pela taxonomia clássica) os primatas.

Para tal vamos começar com a sequência de HSP70 humana selecionada a partir de uma busca no banco de proteínas do NCBI com o string HSP70 Homo sapinens. O resultado traz muitas sequências, mas escolheremos a que está mostrada abaixo:

heat shock protein 70 [Homo sapiens]
701 aa protein
Accession: AAA02807.1 GI: 292160


A partir da página da proteína clickamos à direita na opção RUN BLAST. Assim que a página do Blastp abrir, escolheremos para Organism a opção primates (inicie a digitação e aguarde para que a definição do táxon apareça) e, quando o serviço estiver concluído, escolheremos sequências de HSP70 de primatas que estejam aparentemente completas (com query coverage maior ou igual a 99%). Para isso basta clicar nos quadradinhos à esquerda de cada sequência escolhida, uma para cada primata, sem repetições. Uma vez feito isso podemos baixar todas as sequências no formato FASTA num arquivo único (clique em download, na linha acima da tabela e escolhafasta).  O arquivo vem no formato .txt e vai se chamar seqdump. Você vai encontrá-lo baixado em sues Downloads.

Você deve separar as sequências do arquivo com um espaço em branco entre elas. Para isso procure o sinal de > e manualmente separe as sequências. Também retire toda a informação depois do sinal de >, exceto no nome da espécie, que deve não ter espaços (sugerimos colocar um underline entre os dois nomes da espécie)

No final o aspecto ficará mais ou menos assim:

>Homo_sapiens
MSVVGIDLGFQSCYVAVARAGGIETIANEYSDRCTPACISFGPKNRSIGAAAKSQVISNAKNTVQGFKRFHGRAFSDPFV
EAEKSNLAYDIVQWPTGLTGIKVTYMEEERNFTTEQVTAMLLSKLKETAESVLKKPVVDCVVSVPCFYTDAERRSVMDAT
QIAGLNCLRLMNETTAVALAYGIYKQDLPRLEEKPRNVVFVDMGHSAYQVSVCAFNRGKLKVLATAFDTTLGGRKFDEVL
VNHFCEEFGKKYKLDIKSKIRALLRLSQECEKLKKLMSANASDLPLSIECFMNDVDVSGTMNRGKFLEMCNDLLARVEPP
LRSVLEQTKLKKEDIYAVEIVGGATRIPAVKEKISKFFGKELSTTLNADEAVTRGCALQCAILSPAFKVREFSITDVVPY
PISLRWNSPAEEGSSDCEVFSKNHAAPFSKVLTFYRKEPFTLEAYYSSPQDLPYPDPAIAQFSVQKVTPQSDGSSSKVKV
KVRVNVHGIFSVSSASLVEVHKSEENEEPMETDQNAKEEEKMQVDQEEPHVEEQQQQTPAENKAESEEMETSQAGSKDKK
MDQPPQCQEGKSEDQYCGPANRESAIWQIDREMLNLYIENEGKMIMQDKLEKERNDAKNAVEEYVYEMRDKLSGEYEKFV
SEDDRNSFTLKLEDTENWLYEDGEDQPKQVYVDKLAELKNLGQPIKIRFQESEERPNYLKN

>Pan_paniscus
MSVVGIDLGFQSCYVAVARAGGIETIANEYSDRCTPACISFGPKNRSIGAAAKSQVISNAKNTVQGFKRFHGRAFSDPFV
EAEKSNLAYDIVQLPTGLTGIKVTYMEEERNFTTEQVTAMLLSKLKETAESVLKKPVVDCVVSVPCFYTDAERRSVMDAT
QIAGLNCLRLMNETTAVALAYGIYKQDLPALEEKPRNVVFVDMGHSAYQVSVCAFNRGKLKVLATAFDTTLGGRKFDEVL
VNHFCEEFGKKYKLDIKSKIRALLRLSQECEKLKKLMSANASDLPLSIECFMNDVDVSGTMNRGKFLEMCNDLLARVEPP
LRSVLEQTKLKKEDIYAVEIVGGATRIPAVKEKISKFFGKELSTTLNADEAVTRGCALQCAILSPAFKVREFSITDVVPY
PISLRWNSPAEEGSSDCEVFSKNHAAPFSKVLTFYRKEPFTLEAYYSSPQDLPYPDPAIAQFSVQKVTPQSDGSSSKVKV
KVRVNVHGIFSVSSASLVEVHKSEENEEPMETDQNAKEEEKMQVDQEEPHVEEQQQQTPAENKAESEEMETSQAGSKDKK
MDQPPQAKKAKVKTSTVDLPIENQLLWQIDREMLNLYIENEGKMIMQDKLEKERNDAKNAVEEYVYEMRDKLSGEYEKFV
SEDDRNSFTLKLEDTENWLYEDGEDQPKQVYVDKLAELKNLGQPIKIRFQESEERPKLFEELGKQIQQYMKIISSFKNKE
DQYDHLDAADMTKVEKSTNEAMEWMNNKLNLQNKQSLTMDPVVKSKEIEAKIKELTSICSPVISKPKPKVEPPKEEQKNA
EQNGPVDGQGDNPGPQAAEQGTDTAVPSDSDKKLPEMDID
 Etc...

Teremos que baixar também uma sequência de HSP70 de um organismo não relacionado aos primatas e acrescentar no nosso arquivo de sequências. Escolheremos a HSP70 do sapo africano Xenopus laevis.

Hsp70 protein [Xenopus laevis]
647 aa protein
Accession: AAH78115.1 GI: 50415517


Com todas as sequências editadas e copiadas para o clipboard, podemos ir ao programa ClustalW2( http://www.ebi.ac.uk/Tools/msa/clustalw2/) e colar na caixa de diálogo. Basta agora pressionar o Submit.

O resultado apresenta quatro abas, sendo a da tela aquela que mostra o alinhamento. Para ver a árvore clique em Guide tree. Role a tela e abaixo das primeiras informações vai aparecer Phylogram. Aí, se o Java estiver habilitado no seu computador, você poderá ver vários tipos de árvores. Nenhuma delas é realmente bonita...

Para ver árvores mais elegantes, é precisosalvar o arquvi que gera as árvores. Clique na aba Guide tree e depois em Download guide tree (com o botão direito) e salve o arquivo (a extensão será .dnd)onde possa recuperar depois. Este arquivo será lido pelo Treeview.

Finalmente, para ver a árvore (dendrograma indicando as distâncias genéticas entre as sequências),é preciso instalar o programa Treeview. Ele pode ser baixado para Eindows Vista ou posterior do link http://taxonomy.zoology.gla.ac.uk/rod/treeview/1.6.6/setup.exe

Instale o programa no seu computador. Não sabemos se funcionará num tablet.

Ao abrir o programa, é preciso escolhe File --- Open e procurar onde o arquivo . dnd gerado pelo ClustalW foi gravado. Quando abrir, várias opções de árvores estarão disponíveis. Experimente todas elas.

Procure identificar cada espécie (use o Google) e veja se a árvore faz sentido. Depois inspecione as sequências escolhidas e veja se alguma parece estranha: muito curta ou muito longa em relação às demais. Retire as sequências discrepantes e repita o ensaio.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Nova referência bibliográfica


Caros alunos.

O livro abaixo

Biologia Molecular - Princípios e Técnicas , publicado recentemente (2012), é bastante adequado  para a disciplina.

Os autores são MICHAEL M. COX; JENNIFER A. DOUDNA; MICHAEL ODONNELL, e a editora é a ArtMed.

Para uma avaliação preliminar listo a seguir o índice do livro

PARTE I - Fundamentos
Capítulo 1. O Estudo das Moléculas da Vida
Capítulo 2. DNA: O Depósito da Informação Biológica
Capítulo 3. As Bases Químicas das Moléculas Envolvidas no Fluxo de Informações
Capítulo 4. A Estrutura das Proteínas
Capítulo 5. Função Proteica
Capítulo 6. Estrutura do DNA e do RNA
Capítulo 7. Estudando Genes


PARTE II - Métodos e Estrutura do Ácido Nucleico
Capítulo 8. Genomas, Transcriptomas e Proteomas
Capítulo 9. Topologia: Deformações Funcionais do DNA
Capítulo 10. Nucleossomos, Cromatina e Estrutura Cromossômica


PARTE III - Transferência da Informação
Capítulo 11. Replicação do DNA
Capítulo 12. Mutação e Reparo do DNA
Capítulo 13. Recombinação Homóloga e Reparo do DNA
Capítulo 14. Recombinação Sítio-específica e Transposição
Capítulo 15. Síntese de RNA Dependente de DNA
Capítulo 16. Processamento de RNA
Capítulo 17. O Código Genético
Capítulo 18. Síntese Proteica


PARTE IV - Regulação
Capítulo 19. Regulação do Fluxo de Informação
Capítulo 20. A Regulação da Expressão Gênica em Bactérias
Capítulo 21. A Regulação Transcricional da Expressão Gênica em Eucariotos
Capítulo 22. A Regulação Pós-transcricional da Expressão Gênica em Eucariotos

Apêndices
Organismos-modelo
Glossário
Soluções dos Problemas
Índice

domingo, 10 de março de 2013

Resultados da primeira avaliação de Genética Molecular



Amélia Albuquerque
3,6
Ana Cecília
4,0
Ana Janaína
6,4
Ana Milena
5,9
Barbara Leonor
4,5
Bruno César
4,1
Carla Karine
4,3
Célio José
4,5
Clovis Cardoso
2,8
Fernanda Veríssimo
2,4
Filipe Ferreira
3,7
Flávia Maria
2,9
Guilherme Higino
3,7
Handerson Costa
2,6
Hugo Rafael
6,6
Jéssica Josefa
3,0
João Carlos
7,1
Júlia de Santana
4,9
Karine Maria
4,9
Karolliny Amanda
2,4
Kika Watanabe
2,6
Leonardo Lemos
5,7
Leonardo Manghi
3,9
Leticia de Assis
4,0
Ligia Rosa
5,2
Lorrayne Gabriele
3,5
Marcos Antônio
6,7
Maria Gorete
3,1
Maria Jéssica
6,4
Maxwell do Nascimento
4,6
Natalia Gessica
2,9
Natassia Javorski
4,1
Nathalia Gama
6,4
Nayana Buarque
3,8
Polyana Vieira
3,5
Priscila Correia
5,7
Rafaella Pinto
3,5
Raissa Moraes
5,5
Raissa Muniz
4,1
Rebeka de Oliveira
2,5
Rodrigo Bezerra
3,6
Romero Luis
3,7
Thallittia
5,3
Walter de Paula
3,9

domingo, 3 de março de 2013

O gene "esquecido" nas plantas transgênicas: mentiras e verdades



Caros leitores, mais uma vez temos uma informação sobre transgênicos circulando na internet que não corresponde à verdade. Os órgãos reguladores (CTMNio e seus correspondentes mundo afora), desde o início da avaliação de riscos das plantas transgênicas, sempre se preocuparam com ORFs (pequenos trechos de DNA que podem ser potencialmente traduzidos em proteínas) criadas pela inserção da construção transgênica. Podevin e Du Jardin mostraram que há uma série de ORFs teóricas dentro do promotor do vírus do mosaico da couve flor, que é empregado em várias variantes nas construções de transgênicos. Todos os avaliadores de risco já sabíamos disso, mas ocorrem duas coisas importantes:
a) estas ORFs são muito pequenas e, consequentemente, a proteína expressa será, na verdade, um pequeno polipeptídeo, com altíssimas probabilidades de não ter função alguma.
b) elas não têm um promotor a partir da qual pudessem ser expressas. Na verdade, elas fazem parte de um promotor (o tal pCMV35) que vai permitir a expressão do gene clonado. Assim, é altamente improvável que venham a ser expressas nas células da planta transgênica.
Por isso, nunca se deu qualquer ênfase a elas, pois não há uma "rota ao dano" que possa ser estabelecida se não há expressão dos segmentos gênicos das ORFs. Numa abordagem teórica os autores Podevin e Du Jardin concluem, por outro lado, que não há similaridade com alérgenos nem com toxinas. Portanto, ainda que fossem expressas, não causariam qualquer dano ao homem ou aos animais que consumissem produtos onde estivessem presentes.
Quanto à ligação com o tal gene VI, é um artifício de retórica. As ORFs teóricas estão em quadros de leitura diferentes do gene VI e, portanto, os pequenos peptídeos eventualmente produzidos não têm semelhança alguma com a proteína codificada pelo gene VI (a P6 viral). Por fim, o artigo não coloca em questão os trabalhos dos avaliadores anteriores nem sugere que os possíveis peptídeos sejam perigosos.
Para os que quiserem exercitar seus conhecimentos de BLAST e ORF Finder, o genoma tem 8.024 pares de bases (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/nuccore/NC_001497.1) e o segmento gênico de interesse se chama reading frame (VI), cuja sequência gênica pode ser encontrada no link acima. Verão que há seis pequenas ORFs, em quadros de leitura 5´-3´, mas diferentes do quadro de leitura original. A maior delas codifica teoricamente um peptídeo de apenas 87 aminoácidos, que tem baixíssima similaridade com apenas quatro proteínas do banco de dados do NCBI. Como exercício, podem blastar as ORFs menores.
Por que a mentira pelo lado dos "ambientalistas"?