quarta-feira, 14 de maio de 2014

Links para texto de apoio

Cap 7       Replicação do DNA  ----------- -------  https://www.dropbox.com/l/ZpLJMzwpyZqvDJCbf2LXAn  
Cap 8       Transcrição e iRNA ---------------------https://www.dropbox.com/l/UX1ACTVfbi5qfXwFHYJEtu
Cap 9       Tradução --------------------------------- https://www.dropbox.com/l/ag7Hm8CSLxQ4PTvaWoa0du
Cap 10     Controle da expr. gên. procariotos ---- https://www.dropbox.com/l/fKmN4AOyDiL6XYcACeK3ot
Cap 11     Controle da expr, gên. eucariotos ----- https://www.dropbox.com/l/mkt5AT6jqceEMjabFrdjOt


Cada arquivo tem cerca de 17 Mbytes. Ficarão na página até segunda, dia 19 de maio, às 8:00.

sábado, 10 de maio de 2014

TAREFA E EXERCÍCIOS DO ESTUDO DIRIGIDO DE Segunda Feira, Dia 12 de Maio de 2014

I)                   Tarefa
Identificar as diferenças entre o que foi falado em sala de aula (ou está na página Biolmol ou no Blog GenMol) e o que está no livro em relação ao controle da expressão gênica em procariotos

II)           Exercícios propostos

1.                    Há duas formas de agrupar os seres vivos a partir de seu ancestral comum, o progenoto. Quais são elas?

2.                   Os experimentos de Griffith e de Avery e cols. apontam o DNA como reservatório da informação genética. Aponte as diferenças mais importantes entre eles (NÂO DESCREVA OS EXPERIMENTOS!)

3.                   Na estrutura do DNA as bases estão voltadas para dentro da fita. Que vantagem existe nisso para a conservação da informação genética?

4.                   Quando o DNA é replicado, um complexo de enzimas e proteínas entra em ação, chamado replicossomo. Quais são as enzimas e proteínas deste complexo e suas funções?

5.                   Devido à ausência de atividade 3´-5´ polimerásica, as DNA polimerases não conseguem replicar as extremidades de cromossomos lineares de DNA fita dupla. Nos eucariotos esta função é de uma enzima em particular. Qual seu nome e como funciona (descreva de forma sucinta).

6.                   Há muitos tipos de RNA na célula eucariota; designe três deles e descreva brevemente suas funções na célula? 

7.                   Porque a transcrição não pode ser acoplada à tradução nos eucariotos?

8.                   No processo de splicing diferentes mRNAs maduros podem ser gerados. O que não pode ocorrer neste processo?

9.                   A síntese proteica se inicia diferentemente nos procariotos e eucariotos. Onde reside a diferença?

10.                Qual é o verdadeiro “tradutor” do código genético na célula?

11.                 Se o código genético é universal, porque um mRNA contendo num gene de procarioto pode ter uma expressão muito reduzida num eucarioto, mesmo sob comando de um promotor eucarioto constitutivo forte?

12.                Nos procariotos, o controle da expressão gênica depende da ligação de proteínas ao DNA. Como se chama este sítio de ligação e como atua esta proteína? (seja genérico, não dê exemplos de controles de genes específicos).

13.                Qual a diferença fundamental de atuação entre um promotor eucarioto e um procarioto?

14. Na ausência de vírus ou outros agentes infecciosos, qual é o alvo final da interferência de RNA?
a)  a fita sense do DNA
b)  a fita molde de certo gene
c)  o cDNA de determinado gene
d)  o mRNA de algum gene
e)  a fita dupla de DNA de algum gene, quando desnaturada

 15. O mecanismo de vazamento do operon lac garante seu funcionamento porque:
a)  permite um suprimento basal de b-galactosidase, essencial para manter níveis de ATP mínimos na célula;
b)  permite uma síntese de pequenas quantidades de permease que garante a entrada na célula da lactose, indutor do sistema;
c)  permite a eficiente degradação da lactose que entrar na célula, antes mesmo da síntese de novo de beta-galactosidase;
d)  permite que a produção do repressor seja interrompida pela entrada de pequenas quantidades de lactose;
e)  permite que a degradação do repressor ocorra sempre que houver lactose no meio de cultura.

16. Os eucariotos podem, em muitos casos, formar várias proteínas a partir de um único gene porque:
a) têm um processo de glicosilação da proteína após a tradução.
b) retiram exons do mRNA maduro, após o processo de splicing.
c) adicionam exons de outros genes aos do gene que está sendo processado.
d) têm o recurso do splicing alternativo.
e) podem induzir a hipermutação somática.

17. Indique se as afirmações sobre as várias etapas de regulação gênica em eucariotos são verdadeiras (V) ou falsas (F).
a) a alteração da cromatina é irrelevante
b) a formação do complexo transcricional é a etapa mais importante no controle da expressão gênica
c) no processamento do mRNA o splicing alternativo é responsável pela expansão do proteoma
d) após a produção do mRNA, a célula obrigatoriamente produzirá a proteína codificada
e) a partir de um mRNA maduro pode-se produzir proteínas distintas por processamento da cadeia polipeptídica original

18. Que propriedades da estrutura do DNA são importantes para a conservação da informação genética? Justifique

19. Os experimentos de Avery e cols e de Griffith empregaram a mesma bactéria para inferir que o DNA era o mensageiro da informação genética. Mas suas metodologias eram muito diferentes. Indique qual  item não corresponde à metodologia de Avery e cols;
a) o uso de DNAse
b) a purificação do DNA
c) a morfologia de colônias
d) a infecção de camundongos
d) o uso de RNAse

20. Porque são formados os fragmentos de Okazaki?

21. O que distingue, do ponto de vista funcional, um promotor bacteriano típico de um promotor eucarioto?

22. Para a formação de um grampo determinação, para a determinação do sítio de ligação de repressores no operador e para muitas outras funções as bactérias e mesmo os eucariotos usam uma sequência no DNA que tem uma característica bem marcante. Qual dos itens abaixo a descreve melhor?
a) uma sequência com duas caixas de consenso distintas
b) uma sequência contendo duas regiões conservadas repetidas em tandem (isto é, uma após a outra)
c) uma sequência cuja fita simples num sentido é idêntica à fita simples no outro, conhecida como palíndromo.
d) uma sequência que permite a ligação  de fatores de iniciação da transcrição, não importando qual sua sequência exata de bases.
e) uma sequência contendo um trecho que aparece repetido, mas invertido, separado do inicial por algumas bases.

23. Por que os aminoácidos mais frequentes tem mais códons sinônimos?

24. O que ocorre com a proteína sintetizada se no meio da ORF de seu gene (supondo ausência de introns) retiramos uma base? Justifique sua resposta.

25. Porque o splicing pode aumentar o proteoma sem expandir simultaneamente o genoma?
a) porque ele permite a clivagem alternativa de proteínas após sua síntese
b) porque ele permite que exons sejam selecionados na forma final do mRNA
c) porque ele permite que o DNA seja rearranjado no nível das células somáticas.
d) porque  ele gera sítios alternativos de início da transcrição no genoma
e) porque  ele gera sítios alternativos de início da tradução no transcriptoma

26. Em relação ao operon lac, descreva (fornecendo detalhes) como a bactéria modulara a expressão do RNA policistrônico nas três situações abaixo, considerando a presença ou não de açúcares no meio: a) glicose presente, lactose ausente; b) glicose e lactose presentes; c) sem glicose, com lactose.
Sem gabarito

27. Explique de forma curta o que é atenuação (que aparece no operon tryp) e porque ela existe. Não detalhe o mecanismo molecular, mas deixa claro a generalidade dele.
Sem gabarito

28. O que aconteceria se uma célula fosse invadida por um vírus de RNA fita dupla, se ela tivesse as enzimas para a interferência de RNA, mas também tivesse um gene essencial contendo uma sequência com um trecho idêntico a um trecho  do genoma viral? Justifique sua resposta (obs.: gene essencial é aquele que, se inativado, leva à morte da célula)

29. Numa visão abrangente da regulação gênica em eucariotos, temos mecanismos que são claramente ajustados pela evolução (como a força dos promotores, nos procariotos) e outros que respondem às condições cambiáveis do ambiente ou às necessidades momentâneas da célula. Faça um esquema onde ao menos 5 destes mecanismos seja brevemente descritos.

30. No diagrama original do fluxo da informação gênica, Watson e Crick postularem que ele ia do DNA até a proteína. Onde este sentido foi violado? Onde não foi? Porque você acha que não aconteceu uma segunda violação?

                                             

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Gabarito da Terceira avaliação de Genética Molecular, realizada em 17 de fevereiro de 2014


A figura abaixo mostra o contexto genômico da sequência que contém um gene de alfa actina (ACTA1) de Homo sapiens e a distribuição de exons ao longo do gene, assim como os introns, como consta da página do gene. A partir da figura, responda:



Q1) O que você pode dizer da densidade de genes nesta região? (Justifique sua resposta com os números da figura). Ela está de acordo com o esperado para um cromossomo de mamífero?
Olhando a escala acima da figura que mostra a região, pode-se calcular que há mais de 220.000 pb para 6 genes, o que dá um gene para cada 36.000 pb. Esta densidade é muito mais baixa que o de uma bactéria, que está na faixa de um gene para cada 1.000 pb e é característica dos eucariotos complexos, especialmente mamíferos.

Q2) Quantos exons estão representados na figura? Este arranjo de exons e introns é típico de um gene eucarioto de organismo complexo? (Justifique sua resposta)
Sete exons (indicados em verde escuro), que correspondem aos seis introns mostrados mais abaixo. Olhando a escala o gene tem pouco menos de 3.000 pb e, portanto, é relativamente pequeno. Há apenas um intron grande, os outros são pequenos. Neste sentido, ele não é bem típico dos genes de eucariotos complexos, que têm longos introns em comparação com os exons.

A figura a seguir contém um conjunto de informações colhidas da página de nucleotídeo correspondente à parte da sequência genômica acima, desta vez contendo exclusivamente o gene ACTA1, denominada NC_000001. A partir da figura, responda:


Q3) Qual o tamanho do gene (em pares de base)? Como você encontrou este valor? Porque ele não coincide com o tamanho do lócus? O que provavelmente são as regiões excedentes?
2852 pb. Este valor pode ser obtido da diferença entre a última e a primeira base do gene + 1 base. O gene é menor do que o lócus porque este último contém bases antes e depois do gene, provavelmente representando um pequeno trecho das regiões intergênicas que flaqueiam o gene. 

Q4) Porque o gene e o mRNA têm o mesmo tamanho? Tem que ser sempre assim ou pode ser diferente em outros grupos de seres vivos?
Este gene foi definido a região que começa onde começa o mRNA e termina onde este termina. Assim, o gene corresponde, rigorosamente, ao transcrito primário (o mRNA + introns). Esta é uma definição possível de genes. Para os procariotos o gene geralmente é definido como a ORF...

Q5) Porque o mRNA está representado pela união de vários segmentos? O que eles representam? A que isso corresponde na figura anterior?
Porque o mRNA dos eucariotos superiores geralmente é formado pela retirada dos introns, gerando um conjunto de exons que devem ser unidos. Cada par de números separados por dois pontos é, portanto, um exon, que corresponde a um bloco verde na primeira figura.

Q6) Porque o CDS não inicia nem termina no mesmo lugar do mRNA? O que são estas diferenças e quais seus valores em pares de base?
O CDS nunca inicia nem termina nas extremidades de um mRNA. O códon de iniciação da tradução está sempre um pouco mais para dentro do mRNA e o códon de terminação da tradução também não é o último. Sempre há, portanto, duas extremidades não traduzidas no mensageiro, conhecidas com regiões 5´-UTR (no início do mRNA) e 3´-UTR (no fim do mRNA). Da base 429 a 1409 é a 5´-UTR, que tem portanto 981 pb. Da base 3025 a 3279 é a 3´-UTR, com 255 pb.

A próxima figura mostra informações selecionadas da página de proteína da actina. Observe com atenção os dados e responda:

Q7) A proteína necessita todos os códons potencialmente codificados na ORF (ou cds) da figura anterior para ser produzida? Por que?
A proteína tem seus aminoácidos codificados pelos códons (conjunto de 3 bases) da ORF no mRNA, menos pelo último códon, que é o códon de terminação da tradução e não leva à incorporação de um aminoácido na sequência da proteína.

A próxima figura mostra graficamente o encontro das sequências semelhantes ao gene da actina humana, como obtido pelo uso do blastn contra o banco de dados de nucleotídeos. A partir das informações mostradas na figura, responda:


Q8) Porque o mRNA do ser humano aparece formando trechos semelhantes ao gene, intercalados de trechos sem similaridade?
O mRNA não tem introns (que são seis) e, portanto, sua sequência só alinha com os exons do gene. Por isso há seis linhas finas, correspondentes aos espaços dos introns entre as regiões do mRNA que alinham com o gene (seis exons em vermelho e o último em violeta).

Q9) Considerando os resultados para os mRNAs de outros mamíferos apontados na figura, o que se pode concluir da organização deste gene nestas espécies? Por que?
Concluímos que este gene está organizado de forma similar nas várias espécies apontadas porque todos os mRNA têm o mesmo número de exons e seus tamanhos também são muito semelhantes.

 A figura abaixo mostra algumas informações colhidas do blastn, desta vez do  mRNA da alfa actina humana. Os alinhamentos mostram que muitos mRNA tem elevada semelhança com o mRNA humano, mesmo no caso de um roedor(Octodon) e da baleia(Orcinus),  os últimos clipados na tabela. Responda:


Q10) As antepenúltima e penúltima sequências (para cão e roedor) têm a mesma porcentagem de similaridade (92%), mas scores muito diferentes. Porque?
Porque o score é dependente do número de bases ou aminoácidos que estão sendo comparados, além dos acertos, erros e gaps. Na sequência do cão a cobertura é bem maior do que na sequência do roedor (98 contra 75%), logo ela é mais longa, o que, mantendo a mesma similaridade, dá mais pontos de acerto e, portanto, um score maior.

Q11) Observe abaixo o dendrograma obtidos das sequências de mRNA;  o que podemos dizer da separação dos primatas e dos demais grupos?
Os primatas estão bem separados de todos os demais grupos, embora haja certa confusão entre estes últimos: há dois grupos de roedores separados em chaves distintas e o esquilo acabou agrupado perto dos coelhos. Não é um bom filograma, de jeito nenhum, mas podia ser muito pior se fosse feito com a proteína, como mostrado na figura da questão seguinte.


Quando, no lugar de uma sequência de DNA, empregamos a sequência de aminoácidos da actina no blastp, observamos imediatamente que as sequências são muito semelhantes. Veja o resultado retirado deste blast, que mostra a primeira linha da comparação de sequências entre a actina humana e a da rã; veja também, logo a seguir, uma parte do filograma construído com as sequências encontradas. Em seguida responda as perguntas:




Q12)  Na comparação das duas sequências aparece uma terceira linha. O que representa cada uma delas (o blastp foi feito com a sequência da actina humana)? O que são os espaços em branco entre elas e os sinais de +?
A linha de cima representa a sequência que foi enviada para o blastp (neste caso, o gene da actina humana). É o que se chama “query”. A terceira linha representa a sequência encontrada, neste caso a actina de rã. O encontro é sempre chamado de “subject”. A linha de meio mostra apenas a comparação entre elas: quando as duas sequências têm o mesmo aminoácido na posição em análise, repete-se a sigla do aminoácido. Quando são diferentes, mas têm propriedades físico-químicas semelhantes, aparece um sinal de +. Por fim, quando os aminoácidos são totalmente distintos, resta um espaço em branco.

Q13)  Quando olhamos o trecho do filograma, o que podemos dizer da adequação desta sequência para inferir relações filogenéticas entre vertebrados? Por que?
Há um embaralhamento completo das espécies e, evidentemente, esta sequência de aminoácidos não se presta à análise filética, ao menos de vertebrados. A razão é que, sendo muito conservada entre distintas espécies, a proteína varia pouco em sequência de aminoácidos e os poucos aminoácidos diferentes entre as espécies próximas (vertebrados, neste caso) não permitem a construção da árvore (ou dendrograma), que depende muito destas diferenças.
Por fim, se quisermos investigar a maneira como se encontra o quadro aberto de leitura (ORF ou cds) no mRNA, podemos observar outra vez o mRNA da actina. A figura ao lado é o mRNA depositado no NCBI. Observe também o resultado do ORF Finder na figura abaixo e responda às perguntas:


Q14) A região 3´UTR está completa? Por que?
Está completa porque se pode observar a cauda poliA, que é adicionada sempre no fim do mRNA e, portanto, no fim da 3-UTR.

Q15) Qual deve ser a ORF correta? Por que?
A primeira. Porque é a maior dentre as que têm quadro de leitura positivo. A grande ORF na quarta barra está no quadro -1 (é a primeira da tabela à direita), mas ela implica na tradução do mRNA no sentido 3´- 5´, o que não ocorre nunca. (Em caso de dúvida, era só ver qual delas tem um comprimento que dá 377 aminoácidos + 1 códon: dividindo 1134 por 3, chegamos a 378. Heureka!)




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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Analisando as ORFs de um mRNA

Considere a questão abaixo



Se você está analisando um mRNA, então só os três primeiros quadros de leitura, correspondentes às três primeiras barras, são possíveis. Os demais representam traduções no sentido contrário á sequência enviada e, claro, o mRNA não pode ser traduzido de trás prá frente nem existe um outro mRNA transcrito do gene no sentido oposto. Então, o mais provável é que o quadro correto seja o quadro +3, que tem a maior ORF (em verde). O que estiver à esquerda da ORF é a região 5´-UTR que, neste caso, é bem pequena. O que está à direita da ORF é a região 3´-UTR, que é um pouco maior. Esta conclusão deriva do fato de que o mRNA de um eucarioto sempre contém uma região não traduzida que antecede a ORF (ou cds) e sempre termina numa região 3´-UTR que aparece depois da cds.


Aqui não há a sequência do mRNA para análise. Se houvesse poderíamos dizer se a região 3´-UTR estaca completa: bastaria averiguar se há uma cauda poliA ao fim da sequência.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Análise da região genômica da HSP70 humana (gene HSP4A)

Caros.

Como vimos na aula, esta região está no banco de dados GENE com a ID "Gene ID: 3308". O link direto é http://www.ncbi.nlm.nih.gov/gene/3308 .  A figura abaixo analisa as informações de comprimento de sequência é o que cada parte dela representa,

A sequência é um trecho do genoma humano, no cromossomo 5, entre a base 133051970 e a 133105017. Ao todo são  68962, mas a gente só vê isso na página do nucleotídeo correspondente a este trecho do genoma. O link pode ser acessado pela página do Gene, e vai direto por aqui: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/nuccore/NC_000005.10?report=genbank&from=133044012&to=133112973 . Claro que vocês podem fazer a conta de subtrair e calcular quantas bases tem pelas posições do genoma.

A sequência toda contém o gene (que é igual ao transcrito), precedido e sucedido de regiões que não se diz o que são, mas que provavelmente são regiões intergênicas. Depois da região 5´-UTR começa a ORF,no primeiro ATG do transcrito (isso acontece quase sempre em eucariotos e vocês precisam saber porque). Nesta sequência estão também os introns! Portanto, o mRNA não é a sequência contínua, mas a soma dos exons. A ORF termina no códon de parada. Tudo isso está sinalizado na página do nucleotídeo, mas não aparece na página do gene. Por isso é importante associar as duas. O tamanho da ORF (sem os introns) pode ser calculado pelo tamanho da proteína, na página da proteína. Então, são três páginas que vocês têm que ter sempre associadas, neste caso.

Neste post eu não falo dos introns.


Vejam com atenção a figura abaixo, que é uma sinopse desta análise.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Perguntas e respostas sobre Genética Molecular - 26 de janeiro de 2014

P1: Existe alguma explicação do por que regiões com sequências repetitivas são maiores (ou mais frequentes)  em espécies com genomas maiores?
R1: Os genomas tendem a crescer justamente pelo acúmulo de sequências repetitivas. Então, a pergunta está respondida desta forma. A gente podia se perguntar: porque as sequencias repetitivas se acumulam nos genomas dos organismos mais complexos? A resposta seria: não se sabe com certeza, mas pode ter a participação dos transposons ou retrotransposons.

P2: Gostaria de saber um pouco mais sobre transposição. Sei que são sequências repetidas, mas não sei quem os forma e qual é a diferença com repetições simples e grandes duplicações. 
R2: Nós não aprofundamos esta discussão em sala de aula, mas os livros detalham o que são sequências transponíveis e também o que são sequências de inserção. De uma forma geral, estas sequências se caracterizam pela conservação de extremidades que são reconhecidas por alguma transposase. As repetições que não têm estas características não podem ser mobilizadas no genoma.

P3: Os ''genes de manutenção'' são exatamente iguais em todos os seres, ou só possuem a mesma função?
R3: Só possuem a mesma função. Naturalmente, eles codificam enzimas ou proteínas que são bastante conservadas entre diferentes organismos. Um exemplo claro é a HSP70, uma proteína de choque térmico que tem o papel de acompanhar outras proteínas dentro da célula e, por isso, é chamada chaperonina. As sequências dos genes varia entre espécies por causa da preferência do uso de códons, mas a sequência de aminoácidos da proteína é muito conservada entre taxa bastante diferentes.


P4:  ''A união de exons pode ser feita de forma alternativa pela célula (splicing alternativo), dependendo de um conjunto de fatores: sexo do organismo, estado de desenvolvimento, tecido, ambiente, etc''. De que forma esses fatores podem influenciar o splicing alternativo?
R4: Peptídeos e proteínas associados a cada situação metabólica particular da célula vão regular o spliceossomo e também se ligar a sinalizadores nas extremidades dos exons, influenciando a forma como ele reconhece as uniões exon-intron. Assim, dependendo destes fatores de regulação, o spliceossomo pode atuar diferencialmente em cada situação particular.


P5: Se todos os organismos codificam proteínas e RNAs estruturais, por que existem diferenças (até no mesmo grupo de organismos) no tamanho do genoma e no número de genes?
Resposta tentativa: Isso se da pela presença de pseudogenes e a necessidade de cada organismo para sobrevivência. Por exemplo: um parasita pode viver com menos genes e um genoma menor  pois a maioria de suas funções é realizada pelo hospedeiro e manter um genoma grande seria desperdício de energia na hora da replicação. (essa resposta está correta? tem como complementar?)
R5: A resposta acima está correta em relação ao número de genes e ao fato de que os pseudogenes representam em geral funções que não são mais necessárias naquele organismo particular. Mas há outras razões para diferença no número de genes, e uma delas é a duplicação de genes seguida de diferenciação, que pode dar ao organismo mais adaptabilidade a um novo ambiente. Quanto ao tamanho dos genomas, em geral a maior diferença está nas regiões repetidas, que podem ser bastante diferentes entre espécies próximas. A razão para acúmulo destas sequências repetidas está em parte comentada na primeira resposta.

P6: Existe alguma relação (genes-genoma) que resulte na densidade do gene? quando um gene é considerado denso? Quando falo relação quero dizer um tipo de equação, e a partir de quantos genes por pb é considerado denso.
R6: A densidade não é do gene, mas do genoma. Um genoma com pequenas regiões intergênicas é considerado denso, porque é povoado quase exclusivamente por genes. As bactérias e outros organismos, que têm 70% ou mais do genoma dedicado a codificar proteínas, têm genomas considerados densos. Uma equação tentativa poderia então ser estabelecida: se a % do genoma codificando proteínas for > 70%, o genoma é considerado denso. Também poderíamos olhar de outra forma: dividindo o número de pares de base de todo o genoma pelo número de genes chegamos a um valor que varia entre 900 pb/gene até mais de 150.000 pb/gene. Um genoma denso teria uma relação pb/gene entre este mínimo de 900 pb/gene até perto de 2.000 pb/gene.

P7: O que implica a sobreposição dos genes? Por que a maioria das bactérias não possui sobreposições?
R: A sobreposição de genes implica numa redução de gasto de energia, uma vez que mais informação genética pode ser codificada pelo mesmo genoma. Mas também implica num complexo jogo entre códons numa fita e na outra, nas regiões de sobreposição, ou ainda em diferentes quadros de leitura, se os dois genes sobrepostos estiverem na mesma fita. Isso é difícil e por isso nem bactérias e nem mesmo vírus usam esta estratégia com frequência.

R: Por que há espécies que têm mais DNA codificador do que outras? Devido a presença de pseudogenes? 

R: Mais DNA codificador é o mesmo que menos DNA “lixo”, ou seja, menos regiões repetidas e outras regiões intergênicas e também menos introns. Como comentado nas respostas 1 e 6, o aumento dos genomas se deve muito mais à adição de DNA repetido do que a qualquer outro mecanismo, sobretudo nos eucariotos complexos. Nestes genomas a porcentagem de DNA codificador pode ser muito baixa (menos de 2%, se descontarmos também os introns, que fazem parte dos genes mas não codificam proteínas).